sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Éramos eu e você contra o mundo.
Até que eu descobri que era eu contra o mundo. Eu, apenas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Um desabafo...

Você pode dizer que eu to divagando com a minha vida, ou que eu não estou querendo entender. Eu estou. Eu entendi. E há dias em que em mim fica um vazio tão grande e me faz entender mais: eu não queria que fosse assim. Não queria, não quero e acho que o dia em que vou me conformar com essa situação está longe de chegar.
Hoje eu mandei mensagem por que ontem me peguei pensando no passado. Ontem li seu twitter e li as coisas que você dizia para mim sendo ditas para outra pessoa. As mesmas fucking palavras. Exatamente iguais. Daí eu percebi: você é um desperdício do tempo de qualquer pessoa. Afinal como pode dizer aquelas coisas e não pensar em mim? Como pode escrever aquilo e não lembrar de mim?? Eu que nem consigo mais cantar uma música do Coldplay sem sentir raiva por que eu já cantei elas para você.
Eu me perguntei por que a vida tem que ser tão fodida comigo e ao mesmo tempo ser tão boazinha com você. Você vai para festas, se esfrega em todo mundo e bebe até quase entrar em coma. E quando chega em casa deita a cabeça no travesseiro como se isso fosse absolutamente normal e não sente qualquer culpa pelas suas matérias que ficam acumuladas.
E me peguei pensando se eu queria que você sofresse. E a resposta foi não. Apesar de tudo o que me fez, apesar de tentar odiar você, apesar de ter nojo de você, eu não quero que passe por nada do que me fez passar. Não quero te ver chegar ao ponto de desejar morrer. Isso não é humano. Isso não é biologicamente saudável. Ninguém, por pior que seja, merece isso.
Me lembrei de um dia em que você saiu, bebeu, pegou todo mundo e quando chegou em casa me ligou chorando, dizendo que não me merecia. Não merecia mesmo, mas eu te perdoei no ato, pois te ouvir chorar partiu meu coração, e disse a você que estava tudo bem, que as coisas iam funcionar quando estivéssemos perto. Você melhorou por quase um mês, daí tudo voltou a acontecer, e você chorava e dizia que não me merecia e blá blá blá. Alguma vez eu não te perdoei?
Lembro do dia em que você me ligou com medo de trovão. Eu me perguntei: quem é que ainda tem medo de trovão?! Você tinha. Eu tinha que dormir, precisava muito dormir para acordar cedo e ir para a faculdade. Mas fiquei com você no telefone até não aguentar mais falar. Acalmei teus medos, lutei contra o sono para ficar com você o máximo possível para que você soubesse que eu estava ali por você. Aí dia desses eu tive uma crise de pânico, tentei te ligar, pedi sua ajuda. Você sequer me respondeu. Então eu me perguntei: alguma vez eu te deixei sem ajuda?
Lembro quando você deu uma festa em casa. Me disse que ia ser uma coisa boba. Novamente bebeu até quase morrer, ficou com alguém, depois me ligou e quando eu perguntei se você tinha feito algo que queria me contar, você disse que não. Falou comigo o resto da noite e continuou mentindo com uma facilidade espantosa. Só me contou no outro dia. Eu devia ter percebido ali que você tem uma espécie de patologia. Mentira patológica. É doença. Você é doente. E então eu me pergunto até hoje: quando foi que menti para você?
Quando te perguntei se um dia me amou, você disse: você sabe que amei, eu até chorei por você. E eu me pergunto como que chorar prova alguma coisa. Você tenta se convencer de que não me usou para ficar bem enquanto encaixava as coisas na sua vida, mas foi isso o que você fez. Me usou para colocar seu mundo no lugar, e quando tudo já estava bem, quando você tinha outros para acalmar seus medos, você desfez nosso pacto e me jogou fora como se eu não fosse nada. Foi assim que me senti. É assim que eu me sinto e isso não vai passar, e eu não vou te perdoar.
Agora que penso bem, eu te dei tudo e você nunca me deu nada. Parei para pensar no que ganhei com esse relacionamento e a resposta foi: absolutamente nada! Sequer realização sexual. Nem isso. A única coisa que tirei disso foi a descoberta de que existe algo dentro de mim que eu não gosto. Você despertou as piores coisas em mim, coisas que eu não quero mais sentir. Você me tornou alguém que eu não gosto de ser.
Você vai dizer que eu estou divagando... que eu não quero aceitar.
Mas me diga, como eu posso aceitar algo assim? Como eu posso aceitar a humilhação?
Eu tinha vontade de destruir a tua vida, como você destruiu a minha. Mas quando penso nisso, eu vejo que qualquer tipo de vingança vai rebaixar o meu caráter ao nível do seu.

PS: eu quero meu anel de volta! Ele não é seu.