domingo, 10 de agosto de 2014

can you?...

Alexander Pope escreveu um poema chamado "Eloisa to Abelard", uma coisa enorme que conta a história de Eloisa e Abelardo, amantes que forçam-se a ficarem longe um do outro por questões de honra. Há uma parte muito bonita que diz o seguinte:

"How happy is the blameless vestal’s lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray’r accepted, and each wish resign’d”

"Quão feliz é o destino da inocente vestal!
Esquecendo o mundo, sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Cada prece é aceita, e cada desejo se alcança"

Esse poema sequer tem tradução para o português, mas a narrativa é basicamente sobre dor. A dor da perda, a dor do afastamento, a dor da saudade. Saudade, essa palavra intraduzível em sua totalidade, essa palavra que permeia as vidas humanas. Cada um de nós tem saudade de alguma coisa. Cada um de nós foi abandonado, ou abandonou algo. Mas quantos de nós podem fugir daquilo que deixou para trás?
Você pode apagar alguém da sua mente, mas será que consegue apagar do seu coração?

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