Ontem conversando com Thais, ela me perguntou como eu estava. Eu disse que vou mal, obrigada. É difícil ter que dizer isto às pessoas, mas eu não vou ficar mentindo, nunca fui disso. Normalmente elas não sabem o que dizer depois do "mal", mas Thais não é uma dessas. Ela insistiu em me fazer ficar bem, ou pelo menos sorrir.
Tive mesmo que explicar para ela: Eu tive raiva, ódio, rancor, nojo. Eu tive tudo isso. Mas eu também senti amor. Tudo ao mesmo tempo. E no fim, foi o amor mais puro que prevaleceu e ainda prevalece. E se me pedisse para deixar para lá, eu deixaria. Se me pedisse para ficar perto, eu ficaria. E essa é a pior parte de todas. Saber disso.
Como diria a Kika, resta a mim pegar meu orgulho no lixo. Imagina o que é chegar ao ponto de se arrepender de conhecer todas as pessoas que me levaram a te conhecer. Imagina o que é me arrepender dos últimos dois anos da minha vida... de desejar do fundo do coração bater a cabeça e perder todas as memórias para simplesmente não saber que você existe (olha o paradoxo). Imagina o que é não suportar abrir os olhos de manhã... Isso não é uma coisa boa. Isso está me transformando em uma pessoa tão amarga... logo eu que as pessoas diziam ser tão doce... veja no que me transformei. Veja no que você me tornou.
PS: Obrigada Thais, por se preocupar comigo. Você nunca disse que me ama, entretanto se importa, é melhor, mais amiga e sincera do que gente que me jurou amor eterno. Obrigada mesmo.
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